AEM Atlantis Music - Freestyle

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Começo de Tudo
No início dos anos 80 surgia uma sonoridade que foi chamada de "latin hip-hop", que crescia nas ruas com estilos eletrônicos contemporâneos como o electro, house e o techno e que depois passou a ser chamado oficialmente de freestyle (estilo livre). Algumas pessoas insistem na teoria de que a música "Planet Rock" do Afrika Bambaataa foi a primeira música no estilo freestyle que surgiu. Mas na verdade esta música é Electro (mistura de hip hop americano com música eletrônica alemã, mas isso é uma outra história) e só serviu para influênciar a batida para o freestyle. Bem vamos aos fatos: o Freestyle emergiu nos bairros latinos das cidades americanas de Nova Iorque e Miami durante o início dos anos 80. Clássicos do freestyle como "I Wonder If I Take You To Home" de Lisa Lisa & The Cult Jam, "Let the Music Play" de Shannon, "Please Don't Go" de Nayobe, "One More Shot" de C-Bank, "The Mexican" de Jellybean e "Scars Of Love" do TKA resultaram em batidas angulares, sintetizadas semelhante ao electro (122 a 130 b.p.m.) misturada com a energia da música eletrônica pop, mas também enfatizou os temas românticos de R&B clássico da Disco. A fusão Eletrônica-Sensualidade provou que toda essa mistura daria certo na época, e assim, Shannon e Lisa Lisa entraram no Top 40 durante 1984-85. Então podemos dizer que estas foram as primeiras gravações de freestyle que se conhece.

Ápice da Dance Músic
Da metade dos anos 80 até o início dos anos 90, o Freestyle encaixou bem na cena eletrônica/dance music e música pop -- O antigo produtor e remixer de Madonna, John Benitez (Jellybean), era ativo na comunidade do freestyle. Nessa época, vários artistas -- Exposé, Brenda K. Starr, Trinere, The Cover Girls, Information Society, Noel, Peter Fontaine, India e Stevie B entre vários outros seguiram o estilo no sentido de uma música R&B orientada ao Pop. Essa grande entrada do freestyle na cena musical se deve mesmo a grande comunidade latina nos Estados Unidos.
Até mesmo depois que sucesso popular minguasse na metade dos anos 90, o Freestyle ficou como um fluxo vital de música dance moderna ao lado da house, techno e pop. A importância do freestyle no mundo da música foi muito relevante. Ele contribuiu para o aparecimento da música pop moderna por causa de produtores como Jellybean, Lewis Martinée e Tony Moran.

Propriedades
Conhecer o freestyle é fácil. O rítmo é muito seqüenciado cheio de elementos de música pop, batidas quebradas do Electro, uso insistente do Orchestra Hit e conteúdo das letras sempre recheados com temas românticos de R&B. Normalmente os artistas de freestyle são (entretanto não quer dizer exclusivamente) vocalistas mulheres e produtores homens. Figuras mais novas como Lil Suzy, Stevie B., George Lamond, Cynthia, Johnny O. e outros se tornaram grandes estrelas dentro da comunidade do Freestyle. O estilo está dividido em duas partes: Old School (os pioneiros) e New School (os seguidores).
• Alguns artistas da Old School são: Stevie B, Shana, Stephanie, Trinere, Sa-Fire, Noel, Reinald-O, Tony Garcia, Connie, Lisa Lisa & The Cult Jam, Shannon, Lisette Melendez...
• Alguns artistas da New School são: Lil' Johanna, Rockell, Elissa, VLA...
Apesar das músicas terem -- obviamente -- começo e fim, a melhor maneira de ouvir freestyle é comprando coletâneas com as faixas mixadas onde não há espaço de tempo e os hits vão sendo encaixados pelo DJ.

No Brasil
O Freestyle chegou no Brasil de carona com house (São Paulo) e Miami Bass (Rio de Janeiro) e foi difundido com termos como Miami Beats (principalmente em São Paulo) e Funk Melody (Rio de Janeiro). Embora ele tenha se espalhado em quase todos os grandes centros urbanos brasileiros, ele foi trazido incessantemente para o Rio de Janeiro por volta de 1986 nos bailes funks realizados nos subúbios cariocas.
No início dos anos
90 surgiam as primeiras produções nacionais com letras em português. Pioneiros como Movimento Funk Club, Cashmere, Conexão Japeri e Guilherme Jardim, se inspiravam em Stevie B., Tony Garcia, Reinald-O e Trinere. Depois que o "funk carioca" fez seu retorno bastante significativo em 1994, o freestyle nacional pegou carona para tentar se destacar por aqui. Alguns artistas que se destacaram nesta época foram Latino, Abdulah, You Can Dance, Simple Dance, Copacabana Beat, Claudia Mel, Bob Rum e até artistas globais como Angélica e a Xuxa com suas paquitas. Mas o estilo não emplacou e quase desapareceu. Já no final da década, retornou com o termo "New Funk" seguido por cantores como Suel & Amaro, Andinho e Cacau.
Os artistas nacionais estão na seção de Funk Carioca.

Freestyle Hoje
Depois que o freestyle desapareceu da cena musical, todos os artistas deste estilo ficaram sem estrelato e caíram no esquecimento, ficando apenas restritos a ouvintes fiéis ou cultura underground.
Neste novo milênio, este estilo continua sendo produzido até hoje, mas não tem mais aquele mesmo entusiasmo de 1987-1994. Ofuscado na mídia, o estilo sobrevive com seguidores como Stephanie Bennet, Elissa, Mon-A-Q, Rockell, Stevie B, Mikaila e tantos outros. E a expressão "Freestyle" (e até mesmo o termo "Funk Melody") está desaparecendo aqui no Brasil por causa da difusão equivocada de alguns DJs, que suprimem todos os estilos e tornam um só: o Techno. Por ser um nome facilmente associado ao futurismo e a robótica, as pessoas passaram a assimilar todas as músicas que possuem recursos eletrônicos e futuristas ao som Techno. E também o termo "freestyle" virou um tipo de estilo do DJ, que no caso toca todas as músicas de vários rítmos e também virou uma categoria de Hip Hop. Mas pra quem curte mesmo estilos restritos, Freestyle é sempre Freestyle! O autêntico estilo livre.

Este não é uma sub-categoria do Freestyle. É apenas uma forma de como esse estilo pode ser produzido. Esse tipo tem menos ligação com o electro e a cultura dos clubs para enfatizar mais a música pop. Por isso a batida é alterada e tem mais "kicks" que a batida do electro, mas algumas características como "bass" e "orchestra hit" foram preservadas. Esta forma de freestyle ajudou a redefinir o dance-pop dos anos 80 e 90. Algumas músicas freestyle que foram orientadas para o pop são "In Paradise" Laissez Faire; "Like A Child" e "Silent Morning" Noel; "Change On Me" Cynthia; "Boy I've Been Told" Sa-Fire e "Yo No Se" Pajama Party.

   

Considerando que o mundo do Freestyle é predominantemente baseado na comunidade latina nas cidades americanas (mais precisamente em Nova Iorque e Miami), o Latin Freestyle é quase igual e quase não identificável. Ele engloba a batida do electro, a tecnologia dos sintetizadores, temas românticos da R&B e o principal: temas animados e cativantes misturando o clima tropical propício a mostrar um certo erotismo bastante significativo. Isso sim é a alma da música latina. Algumas vezes, estas músicas tem mistura de inglês e espanhol nas letras. Então não é difícil encontrar versos como "...You got a hold on me/ Aqui estoy/ Para decirte que por favor..." Alguns artistas que fazem parte deste estilo são Spanish Fly, Pajama Party, Jocelyn Enriquez, Angelina e quase todos os artistas do Freestyle puro.
Batida - 125 bpm

Muita gente não sabe, mas quando o freestyle chegou na Europa, vários produtores de eurodance começaram a experimentar o estilo, misturando as batidas do freestyle com características comuns do eurodance. Então surgiu este sub-estilo que é identificado pela batida do freestyle um pouco mais veloz, sintetizadores típicos de eurodance como o TB-303 e a ausência de orchestra hit. As letras tem um tom menos meloso que o freestyle puro e o rítmo é mais frenético. Alguns fãs da música freestyle não gostam muito desse estilo porque acham que é muito ligado ao house do que com o próprio freestyle.
As músicas mais conhecidas deste estilo são "Release Me" de Angelina, "Set U Free" do Planet Soul e "Fantasy" do Acid Factor.

 
 
Áudio

Escute as batidas
Freestyle

Freestyle (pop)

Fotos

Ajuda/ Mapa

Bairros Latinos
O Freestyle caiu no gosto dos americanos descendentes de latinos. São raízes de Porto Rico, Cuba, México, etc....

Batidas Quebradas
É o chamado de breakbeat criado por James Brown. O Freestyle usa batidas quebradas.

Orchestra Hit
Quase todas as músicas freestyle tem um acompanhamento com um recurso chamado "orchestra Hit".
Para você entender o que é isso:
Orchestra Hit Teclado
Orchestra Hit em ação
DOWNLOAD de Samples de Orchestra Hit

 

 


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